HISTÓRIA DE CAMACAN

História
Primeiros habitantes

O nome da cidade de Camacan é de origem Sub-Tribo Mongoió da raça Tupy (pataxó hã-hã-hãe), Índios Camacan, que viviam nessa terra antes de ser explorada. Na língua indígena, Camacan significa “Terra Alta”
A Família Pioneira
1898 foi o ano em que Camacan foi fundada, o mesmo ano da Proclamação da Republica. Naquela época, a família do médico JOÃO ELIAS RIBEIRO morava na região do rio Pardo, Canavieiras. Segundo contam, era uma família respeitada, corajosa, e com visão de progresso.
As primeiras sementes de cacau plantadas (1ª Expedição)
Um certo dia, João Elias Ribeiro, levou seus dois filhos, Manuel de 19 anos e Antonio de 16, para conhecer o rio Pardo e as famosas terras férteis da região. Juntaram-se a mais de 17 pessoas e organizaram uma expedição. Na época chovia bastante e a vegetação era muito primitiva. Por onde eles passavam, espalhavam sementes de cacau e para não serem surpreendidos por índios selvagens, davam presentes, no entanto, a expedição notava que estava sendo perseguida, quando atirava em pássaros e não encontrava nada, só vestígio. Na viagem, o lugar deixou a todos 
encantados foi Vargito (de origem da família Vargens). Foi lá que eles plantaram uma quantidade maior de sementes de cacau, até a nascente do Rio Panelão, já na divisa com Uma e Jussari.
Hora de voltar
Depois de ter completado 30 dias, a expedição não dava noticias, então o pai de João Elias preocupado, resolveu ir atrás e ao avistar a turma, percebeu a imensa alegria e o orgulho no rosto de cada um, por serem considerados os primeiros expedicionários com suas historias de terras férteis encontradas e do valioso produto, o cacau, semeada ao longo da caminhada. Nesse período, o cacau era produzido em dois anos.
2ª Expedição. Emoção e lagrimas
Em 1893, uma nova excursão foi programada apenas com seis homens em uma rápida viagem com o objetivo de apreciar o que havia semeado e tal foi a emoção de João Elias quando encontrou a exuberância dos pés de cacau que tinham sido plantados. Com lagrimas nos olhos ele disse: ”queria agora ter 30 anos menos de idade”.
O inicio da comercialização do cacau
João Elias decidiu retornar a região do Vargito por considerar ideal na produção do cacau, cujas terras eram super produtivas e o seu pensamento era de explorar mais com o objetivo de iniciar a comercialização do cacau.
Enchente promove nova Expedição
Em 1895, uma grande enchente no rio Pardo acabou com toda a plantação, o que causou um desanimo enorme aos seus desbravadores que chegaram ate pensar que o lugar não era apropriado para a produção. Mas, por se tratar de uma família determinada e brava, em1897 foi feita uma nova tentativa na plantação de sementes de cacau, dessa vez em outras terras descobertas às margens do Rio Panelão. Foram plantados dez mil pés de cacau em uma área bastante rica, “trazidas nas costas” como gostava de falar um dos pioneiros Boaventura Ribeiro de Moura, neto de João Elias
 e primeiro prefeito de Camacan.
Depois de cinco anos, em1902, a expedição retorna as terras e as plantações se encontravam em perfeita condição. Nesse período, surgiram as primeiras roças de cacau, o que causou interesse até de estrangeiros que vieram colonizar as terras produtivas do tão falado cacau.
A destruição da pior enchente
Nesse mesmo ano, eles enfrentaram uma segunda enchente, mesmo assim alguns pés de cacau resistiram à destruição. Em 1906, o avô de João Elias veio passar uma temporada de três meses e começou a desenvolver as primeiras estradas vicinais e cuidar também da plantação. Em 1907 em companhia dos filhos já formados, João Elias os trouxe para que eles desenvolvessem tudo que aprenderam na capital, Salvador.
João Elias Ribeiro morreu no dia 12 de abril de 1908 foi noticiada em primeira página pelo Jornal Monitor do Sul, nº 459. Na época, era comum fotografar o parente falecido como última recordação. João Elias Ribeiro era filho
de Leandro Ribeiro de Souza e Dona Filippa de S. Thiago e Souza, nasceu em Canavieiras em 20 de julho de 1842 e casou-se em 1872 com a Sra Carolina Ribeiro. Desta união nasceram 12 filhos, dos quais sobreviveram 9. Os grandes pioneiros e desbravadores das terras de Camacan são seus filhos e podemos cita-los com destaque: Antônio Elias Ribeiro, João Ribeiro Vargens e Boaventura Elias Ribeiro. A região esta reagindo com sucesso até a vinda da terceira enchente de 1914, registrada como a pior de todas no Rio Pardo. Por causa dessa enchente, muitas famílias importantes que residiam em Canavieiras, começaram a descer o Rio Pardo rumo a Camacan por se tratar de uma região rica e primitiva. Ainda tiveram que enfrentar a crise econômica causada pela primeira guerra mundial.
A Emancipação
Conta-se que o prefeito de Canavieiras na época Osmário Cavalcante Batista, era contra a emancipação do município, por considerar uma perda na renda de sua cidade. A família Moura então, lutou incansavelmente, na época se dizia até de “unha e dente” com o impedimento articulado por Antônio Carlos Magalhães, no seu primeiro governo. A família Moura não se entendia com ACM. No entanto, para não assinar o decreto de Emancipação, ele viajou, assumindo o seu vice Orlando Moscoso, que finalmente assinara a emancipação de Camacan.
Ao que se sabe, a data de aniversário de Camacan já teve três versões. 
Dias 28, 29. Segundo documentos oficiais encontrados consta como o dia 30 de agosto de 1961, quando Camacan passou a ser cidade e foi emancipada pelo então goveranador do estado Orlando Moscoso, de autoria do deputado estadual Ramiro Berbert de Castro. Foi um momento histórico de Canavieiras e a partir dessa data, seguiu o seu próprio rumo ao desenvolvimento.
Os idealizadores da Festa Camacan e o Cacau
A primeira festa Camacan e o Cacau foi realizada em agosto de 1977. Anísio Loureiro, Luciano Santana e os irmãos Boaventura Ribeiro de Moura e Antonio Moura, se uniram e tiveram a idéia de comemorar o aniversário de Camacan bem diferente, onde o trabalhador rural tivesse destaque e por isso, surgiu o torneio da quebra de cacau. Na época, era formada uma comissão que saia as ruas, arrecadando recursos financeiros das empresas compradoras de cacau, bancos, do comércio em geral e até doações em cacau, para realizar a festa até hoje mais popular da cidade e conhecida tradicionalmente em todo o país.
Camacan na atualidade
Em se tratando de crise, ela sempre existiu e o povo sempre conviveu com ela. Seja econômica ou não.
O mais importante é que a nossa cidade soube ao longo dos anos de sua história enfrentar as dificuldades através dos nossos governantes, desbravadores, historiadores que foram determinantes capazes e decisivos nos interesses do progresso do município. O cacau foi e sempre será o ponto forte da nossa economia, mesmo convivendo com a Vassoura de Bruxa, o preço, a queda na produção, em fim, apesar de pouca produtividade do Cacau Clonado e a diversificação na região, o CACAU é a razão
 da riqueza pela qual resistimos até hoje.
De acordo com o censo de 2000, Camacan tem cerca de 31.042 mil habitantes, sendo 15.644 mil homens e 15.398 mulheres, com 24.282 habitantes na zona urbana e 6.760 na zona rural. A população chegou a 50 mil na época considerada boa fase do cacau. Com uma área de 667 Km2, e quatro distritos: São João do Panelinha, Jacareci, Leoventura e Novo Itamaraty (Biscó) e um povoado, Jardim Cruzeiro localizado as margens da BR 101, próximo ao Posto Mangueira.
Seu relevo é montanhoso e ondulado, sua altitude média varia entre 200 a 400 m.
Zonas do Município
Água Preta, Piabanha, Mutuns, Umbaúba, Potiraguá, Vargito, São João do Panelinha, Braço do Norte, Lagoas, Panelão.
Limites
Ao norte, Arataca, Jussari e Itajú do Colônia.
Ao sul, Potiraguá, ao leste, Santa Luzia e Mascote, ao oeste, Pau Brasil.
O Rio Panelão nascido na Serra do Pau-oco, banha todo o município e deságua no Rio Pardo.
Clima: Quente e úmido. Sua temperatura varia entre 17,6º e 33 C.v.
Agricultura e Pecuária
O Agro sistema tem uma forte relação com o município de Camacan, abrangendo a micro região interligada as cidades de Pau Brasil, Mascote, Santa Luzia, Arataca e Jussari. Juntas produzem cerca de 120 mil sacas de cacau ao ano, o que fortalece e muito o comércio local. Mesmo com a chegada da Vassoura de Bruxa nos anos 90, os produtores encontraram novas alternativas no plantio de café, banana, pecuária (produção de leite), criação de gado, destacando o rebanho de muares.
Economia
O comércio de Camacan desponta hoje como um pólo importante abrangendo sete municípios totalizando mais de 100 mil habitantes. Essas cidades juntas se tornam um Agro Sistema, que viabiliza a economia da cidade. Segundo informações das empresas compradoras de cacau, cerca de 120 mil sacas de cacau são negociadas ao ano em Camacan. Possui três agências bancárias, Postos do INSS e Receita Federal, Tribunal do Trabalho e vários órgãos estaduais além da CEPLAC.
O desemprego é preocupante como em todo o país. Mesmo assim, Camacan tem cerca de 600 pontos comerciais entre lojas e grandes empresas, com 202 indústrias e chegam a gerar 2.200 empregos
 além das usinas intermediárias do leite que geram em torno de R$ 2 milhões de reais por ano, garantindo cerca de 1.200 empregos.
Foi Dr. João Vargens que abriu a primeira estrada as margens do Rio Pardo em 1932, hoje município e Mascote por 25 km nas proximidades de Vargito. A partir de 1946, a estrada prosperou ligando Camacan as demais cidades vizinhas e por todo o estado. A BR 101 foi inaugurada em 1973 e beneficiou e muito a região, estendendo a economia do cacau para toda a parte do Brasil. A distância entre Camacan com a Capital Salvador é de 526 Km.
Prefeitos Eleitos pelo povo
Boaventura Ribeiro de Moura
Eutácio Carlos Araújo
Dr. Flaviano de Jesus Filho
Pe Auxêncio Costa Alves
Luciano José de Santana
Anísio Sabino Loureiro Filho
Débora Carvalho Borges Santos
Erivaldo Almeida Nunes

Ângela da Silva Cardoso Castro
As mudanças constantes dos governantes
Historicamente, o primeiro prefeito de Camacan foi Boaventura Ribeiro de Moura que governou no período de 1961 até setembro de 1966. Depois, foi sucedido por Anísio Vivas Mendes nomeado interventor pelo presidente Humberto de Alencar Castelo Branco.
Em 1967, Anísio Mendes passou o poder para Eutácio Carlos Araújo, eleito em 15 de novembro de 1966. Em maio de 1970, assume o cargo de prefeito como interino, o Dr. Antônio Osvaldo Valverde (presidente da Câmara de Vereadores); em 02 de junho deste mesmo ano, assume o Dr. Diogo Lopes dos Anjos, que ficou no poder até dezembro, sendo sucedido por Dr. Flaviano de Jesus Filho que governou durante
 dois anos. No dia 1º de fevereiro de 1973, o Padre Axêncio Costa Alves tomou posse. Em 15 de novembro de 1976, é eleito prefeito Luciano José de Santana e em seguida, passa o cargo a Anísio Sabino Loureiro Filho eleito em 15 de novembro de 1982. Luciano Santana retorna ao cargo em 1986 e governou durante seis anos. Em 1992 o povo elege mais uma vez Anísio Loureiro que só consegue administrar dois anos por motivo de saúde. Assume o vice-prefeito Dr. Jaquisson de Deus Guimarães, que governou interinamente por sete meses. Com a morte do prefeito Anísio Loureiro em janeiro de 1996, Dr. Jaquisson assume o cargo, mas, renuncia meses depois para disputar as eleições majoritárias daquele ano.
Com isso, o presidente da Câmara de vereadores, Manoel Messias André da Rocha assume o cargo. O povo elege Débora Carvalho Borges Santos, a primeira mulher a governar a cidade. Débora governou até 200. Tentou a reeleição, mas não conseguiu. Foi eleito Erivaldo Almeida Nunes que administrou até 2004, ano em que Débora foi eleita novamente e é a atual prefeita de Camacan.
Poder Legislativo – Câmara de Vereadores e os PRESIDENTES
O número de vereadores reduziu de 13 para nove. Conforme as normas constitucionais, tendo como base a sua população, o poder Legislativo tem atualmente os seguintes vereadores: Luís Eduardo Malta da Silva (presidente) Ronald José P. Lima (Deco), Oziel R. da Cruz Bastos, Josué Alves Batista, Dr. Rubem Moreira, João Larchert, Carlos Alberto (Betão), Decliton de Deus (Didico) e Nilton Farias Chaves.
01º Presidente- Olegário Ferreira Brito – (1º período: abril/ 1963 a março/1964) e (2º período: abril/1964 a abril/1967.)
02º Presidente- José Ribeiro da Silva – (1º período: abril/1967 a março/1969) e (2º período: abril/1969 a março/1970).
03º Presidente- Mário Batista dos Santos – (1º período: janeiro/1971 a abril 1972) e (2º período: abril 1972 a fevereiro/1973).
04º presidente- Samuel Silva Santos- período: (fevereiro/1973 a março/1975)
05º presidente- Afonso Celso Castro- período: (abril/1975 a janeiro/1977)
06º presidente- Waldeck Ribeiro- período: (fevereiro/1977 a abril/1979)
07º presidente- Luis Pereira Castro- (1º período: abril/1977 a
 abril/1981) e (2º período: abril/1983 a março/1985).
08º presidente- Edson Cabral Santana- período: (abril/1981 a março/1983)
09º presidente- Gustavo Costa Moura- período: março/1985 a março/1987)
10º presidente- Frederico Manoel Borges Barros- (1º período: março/1987 a março 1989) e (2º período: março/1989 a março 1991).
11º presidente- Zelindo Pires- período: (março/1991 a dezembro/1992)
12º presidente- Jeilson Quinto Leandro- período: (janeiro/1993 a dezembro/1994)
13º presidente- Manoel Messias André da Rocha- período: janeiro/1995 a janeiro 1996. renunciou para assumir o poder executivo de janeiro/1996 a de dezembro/1996).
14º presidente- Edson André da
 Rocha período: (janeiro/1996 a dezembro/1996 (Assumiu a presidência devido a renuncia de Manoel Messias André da Rocha).
15º presidente- Erivaldo Almeida Nunes- período: janeiro/1997 a dezembro/1998.)
16º presidente- Luis Eduardo Malta Silva- período: 1º de janeiro/1999 a 31 de dezembro/2000) e (2º período- janeiro/2005) atual presidente.
17º presidente- Ronaldo José Pereira Lima- período: janeiro/2001 a dezembro/2002)
18° presidente- João Oliveira Larchert- período: janeiro/2003 a dezembro/2004) Coloboração- Paulo Pires- Secretário.
Fonte: Jornal Folha do Cacau 2005
Mensagem
Camacan, por tudo que já representou e ainda representa para a região, é um capítulo muito especial da história do cacau. Um capítulo escrito com a coragem e a determinação de alguns bravos homens, os pioneiros, que se lançaram no desafio de construir roças de cacau no vale do rio Panelão. Não foi um trabalho fácil, pois nunca é fácil transformar sonho em realidade, trabalho em riqueza. Os que aqui chegaram, vieram movidos por muita raça e, acima de tudo, por muita fé. Hoje, passados mais de 100 anos, os camacanenses de todos os sotaques continuam apostando no sonho dos pioneiros, sem contudo abandonar a busca de novos caminhos e novas alternativas. Não somos herdeiros de uma crise, mas herdeiros da esperança de novos tempos.
(João Eduardo Becker)
HISTÓRICO DE CAMACAN
Etimologicamente Camacan significa terras elevadas. Tem origem na tribo Camacã da subtribo Mongoió da raça Tupy (Pataxó hã-hã-hãe). No princípio, uma região de mata, um território fértil, próximo dos rios Panelão e Água Preta, que deságuam no rio Pardo. Em 1889, os irmãos Antônio Elias Ribeiro e Manoel Elias Ribeiro, com gênio empreendedor dos desbravadores, aqui chegaram com a intenção de disseminar a lavoura cacaueira. Mais tarde, ali onde viveram os índios Camacãs, começariam a prosperar os cacauais. O apossamento das terras dos índios Camacãs desencadeou violentos conflitos entre os silvícolas e os desbravadores, terminando em extermínio ou expulsão da população indígena que aqui vivia. O povoado de Camacan teve início principalmente na zona do Vargito, onde os irmãos desbravadores decidiram plantar o fruto de ouro nas novas terras. A partir, daí as roças de cacau se tornaram maiores e mais numerosas no vale do rio Panelão, espalhando-se por zonas circunvizinhas, ganhando novas terras férteis e fazendo a riqueza de muitos pioneiros, como: as famílias Ribeiro, Vargens, Loureiro e Moura. Assim, em torno da cultura do fruto de ouro, alicerçou-se a jovem cidade, com data de fundação em 30 de agosto de 1961, através da Lei Estadual nº1.464, publicada no Diário Oficial de 1º de setembro de 1961, passando a vigorar no dia 07 de abril de 1963.
ASPECTOS FÍSICOS E GEOGRÁFICOS
A área territorial do município de Camacan é de 667 KM2 e está localizada na microrregião homogênea nº154, do sul do Estado da Bahia, também conhecida por microrregião cacaueira juntamente com outros 28 municípios produtores de cacau, destacando-se entre eles: Camacan seguido dos municípios de Ilhéus e Itabuna, fazendo parte do polo da Micro Região cacaueira, os municípios de Almadina, Arataca, Aurelino Leal, Barra do Rocha, Barro Preto, Belmonte, Buerarema, Canavieiras, Coaraci, Firmino Alves, Floresta Azul, Gandu, Gongogi, Ibicaraí, Ibirapitanga, Ibirataia, Ipiaú, Itacaré, Itagibá, Itajú do Colônia, Itajuípe, Itamari, Itapé, Itapebi, Itapetinga, Jussari, Mascote, Nova Ibiá, Pau Brasil, Santa Cruz da Vitória, Santa Luzia, São José da Vitória, Teolândia, Ubaitaba, Ubatã, Uruçuca, Wenceslau Guimarães e Una. Localiza-se a 15º 24’ sul - longitude 39º 30’ oeste. Camacan está também dentro da região Nordeste do Brasil. Seu relevo apresenta características bastante diferenciadas, sendo montanhoso e ondulado pertencendo às zonas periféricas da grande bacia do Sudeste Baiano. Trata-se de região predominantemente montanhosa, com altitudes médias variando entre 200 a 400m, onde estão inseridas florestas altas e densas, ricas em madeira de lei. O clima é quente e úmido, sem estação definida. Apresenta um índice pluviométrico superior a 1.300m ao ano. A temperatura anual oscila entre 17,6 e 33ºC e a umidade relativa do ar situa-se em torno de 80%. Outrora, Camacan encontrava-se transformada em intensas roças de cacau, formando áreas de sub-bosques, o que caracterizava a vegetação, não só do município, mas de toda a região. A lavoura cacaueira ainda não se refez totalmente da crise desencadeada pela “vassoura-de-bruxa”. Onde havia prosperidade e abastança, instalou-se o desemprego, o êxodo rural e urbano, o declínio e o empobrecimento de toda uma região, trazendo com isto o desequilíbrio econômico e social do nosso povo. O governo municipal, juntamente com a CEPLAC/UESC e outros órgãos na área de pesquisa científica dos vegetais, buscou e ainda busca, soluções alternativas para o melhoramento sócio-econômico da região que outrora, contribuía decisivamente na economia do Estado com o comércio e exportação do cacau. E nesta busca, surgiu então o Cacau Clonado.
ZONAS DO MUNICÍPIO DE CAMACAN
1 - Zona do Água Preta 2 - Zona do Piabanha 3 - Zona dos Muntuns 4 - Zona da Umbaúba 5 - Zona de Potiraguá 6 - Zona do Vargito 7 - Zona do Panelinha 8 - Zona do Braço do Norte 9 - Zona das Lagoas 10 - Zona do Panelão Obs.: Essas zonas foram agrupadas de acordo com o clima, relevo e vegetação.
DISTRITOS DO MUNICÍPIO
a) São João do Panelinha b) Novo Itamarati (Biscó) c) Leoventura d) Jacareci
LIMITES DE CAMACAN
Ao Norte - Arataca, Jussari e Itajú do Colônia Ao Sul - Potiraguá Ao Leste - Santa Luzia e Mascote Ao Oeste - Pau Brasil
REDE HIDROGRÁFICA
Rio Pardo - banha todo o sul do município, servindo como divisor entre os municípios de Camacan, Mascote e Potiraguá. Rio Panelão - banha todo o município e deságua no rio Pardo. Rio Panelinha - maior afluente do rio Panelão, banhando a parte leste deste município. Diz uma lenda indígena que esses rios receberam estes nomes porque quando um índio adulto morria, era praticado um ritual para os cortejos fúnebres, onde se embalsamavam os corpos com ervas especiais e os lacravam em urnas funerárias feitas de barro cozido que eram jogadas às margens do rio de maior leito. Este rio passou a chamar-se Panelão, pelo fato de receber em suas águas as urnas maiores. E os Curumins (índios crianças) eram embalsamados em urnas menores lançadas às margens do rio menor que passou a chamar-se rio Panelinha, por receber as “panelas menores”.
CLIMA
Clima do município de acordo com a classificação do KOPEN apresenta: Temperatura máxima em média 33ºC (trinta e três graus centígrados).
VEGETAÇÃO
A grande riqueza vegetal do município era representada pela produção de cacau, cientificamente chamado THEOBROMA CACAO. Foi citado pela primeira vez na Literatura Botânica pelo estudioso Charles L’Ecluse, que o chamou de “Cacao Fructus”. Antes de ser denominado como “Theobroma Cacao”, conforme é conhecido atualmente, foi descrito por Lineu com a designação de “Theobroma Fructus”. Na Bahia, foi introduzido em 1746, pelo colono francês Frederico Warneaux, trazendo do Pará as primeiras sementes que foram plantadas por Antônio Dias Ribeiro, na Fazenda Cubículo, na margem direita do rio Pardo, onde se situa hoje o município de Canavieiras. Encontramos também madeira de lei para extrativismo; lavoura de seringueira, o cultivo de cravo-da-índia, (uma árvore alta e ornamental da família das mirtáceas). Seu fruto seca e as flores são pequenas, róseas e hermafroditas, contendo óleo da qual se desprende aroma intenso empregado na indústria de perfume. É muito comum na cozinha brasileira, como tempero, em bolos e doces. Sua madeira é de excelente qualidade. O cravo-da-índia é bem cultivado em muitas zonas da região Sul da Bahia e começou a surgir no município de Camacan. Na Fazenda da Auxiliadora, a poucos quilômetros da sede, há um cultivo de craveiros de aproximadamente mil árvores que, apesar de estar ainda em estágio de formação, já apresenta resultados positivos.
AGRICULTURA E PECUÁRIA
A Secretaria da Agricultura vem incentivando a cultura de subsistência, com plantações adequadas ao clima e ao relevo. A Fazenda Egito, de propriedade da prefeitura, possui Horta Comunitária, com famílias carentes cadastradas, que trabalham os lotes de terra, recebendo também ferramentas tais como pás, enxadas, cavadores, facões, etc. O município de Camacan possui empresas pecuaristas com uma área de pastagem de 1.000 hectares, para uma considerável população bovina. Embora o município seja produtor, eminentemente de cacau, o seu solo e clima prestam-se muito bem para o desenvolvimento das culturas do guaraná, café, seringueiras, cravo-da-índia, mandioca, arroz, feijão, banana e outras plantações que já começam a surgir, prometendo bom desenvolvimento e a clonagem do cacau já começa a se transformar em uma realidade para combater a crise do cacau. Visando a implantação de novas culturas, e micro-empresas em nosso município, o governo Estadual já mantém linhas de créditos a prazo e juros compatíveis.
ESTRUTURA SÓCIO CULTURAL
No início, o crescimento populacional de Camacan ocorreu de uma maneira global o que se verificava era um crescimento urbano muito rápido em virtude do deslocamento da população rural para a zona urbana. Em decorrência havia uma desigualdade na distribuição populacional, com o aglomeramento bem mais intenso na zona urbana. Há bem pouco tempo o município possuía uma população global de 50.000 habitantes distribuídos da seguinte forma: 28.000 na sede do município e 22.000 na zona rural. A população da cidade é constituída de imigrantes, vindos de outros municípios do Estado da Bahia, de outros Estados e países. Em 1995, houve um grande êxodo, provocado pela crise do cacau, que desempregou muitos pais de família, que tiveram de migrar para cidades turísticas vizinhas, ou de outros Estados. Com isso houve uma grande redução na população do município. Segundo dados apresentados pelo IBGE em 2007, a população camacanense é de 30.289 habitantes. Camacan possui serviço de abastecimento de água potável efetuado pela Embasa, com dois reservatórios. Quanto à assistência médico-hospitalar, o município dispõe de vários médicos, nove postos de saúde distribuídos entre a sede e os distritos, um Centro Municipal de Referência e Diagnóstico, clínicas particulares odontológicas, médicas e de fisioterapia, além de laboratórios de análises clínicas.
RELIGIÃO
Camacan é uma cidade de índole profundamente religiosa. Sua primeira igreja surgiu, quando os pioneiros aqui chegaram e o povoado simples foi se formando. Havia muitas desavenças e grande quantidade de feitores. E em horas de angústia, desespero, e cenas de homicídios, o povo se valia do santo protetor dos guerreiros, São Sebastião. Como resultado de tanta prece e promessas, a devoção pelo santo foi tornando-se cada vez maior, chegando ao ponto de ser escolhido como padroeiro do lugar. Testemunhos de fé são realizados na Igreja Matriz de São Sebastião e nos demais templos evangélicos.
INDÚSTRIA E COMÉRCIO
O município conta com uma fábrica de vestuário a Malwee e pequenas indústrias de confecções, sofás e artesanato, a Cerâmica Mongoió que fabrica de telhas, manilhas e tijolos; indústria de geléia de cacau, aguardente e de calcário, fábrica de palmito, farmácias, padarias, escritórios contábeis e advocatícios, lojas diversas, supermercados, armazéns de cacau, restaurantes, bancos (Baneb, Bradesco, Banco do Brasil e Banco do Nordeste), e outras empresas comerciais.
COMUNICAÇÃO
Camacan dispõe de uma área de comunicação integrada ao sistema brasileiro de telefonia com sistema DDD (Discagem Direta à Distância) e DDI (Discagem Direta Internacional) a responsabilidade da TELEMAR, Conta também com a telefonia celular, com a implantação de diversas operadoras. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos mantém uma agência postal telegráfica na cidade. Os sinais de TV gerados pelas estações de TV Santa Cruz (Rede Globo) Cabrália (Rede Família) e Rede Record são captadas normalmente, através da repetidora instalada nos limites do município, (Serra Bonita). Ou através de antenas parabólicas, e TV a cabo que captam canais de TV, do Brasil e do mundo. A cidade possui ainda uma emissora de rádio, a Regional Sul FM e uma sonorização urbana – A Voz do Progresso. Possui também dois provedores de Internet e várias empresas de acesso a rede internacional de computadores, escolas de Informática e um Infocentro.
TRANSPORTES
Somente em 1932, por força de Dr. João Vargens, abriu-se a primeira estrada nas margens do rio Pardo, atual município de mascote, por cerca de 25 Km2, nas proximidades da região do Vargito. Mais tarde, por volta de 1946, esta estrada teve prosseguimento, ligando o município de Camacan com todos os demais municípios da região sul e, por conseguinte com todo o Estado. Em 1973, foi inaugurada a BR 101, que muito beneficiou a região. A cidade de Camacan, atualmente é servida por empresas rodoviárias que estabelecem ligação com os municípios vizinhos, outras cidades mais distantes do Estado, e do país. Na área urbana, circulam os coletivos das empresas Viação Camacan e Recreio, servindo a população com o percurso centro-Panelinha passando pelo terminal rodoviário. O transporte de carga pesada é feito por caminhões das empresas vinculadas ao comércio de cacau e particulares. A cidade está ligada à Br 101, através de vias asfaltadas que dista aproximadamente 4 KM do centro. As vias asfaltadas, que ligam Camacan a toda a parte do Brasil trouxeram grandes vantagens ao escoamento da produção da região. A distância entre Camacan e Salvador é de 526 Km. Dos municípios vizinhos: Canavieiras, 90Km; Santa Luzia, 28 Km; Itabuna, 88 Km; Itajú do Colônia, 60 Km; Mascote, 34 Km; Pau-Brasil, 24 Km e Potiraguá 61 Km. Para o Rio de Janeiro a distância é de 1.411 km, para BH 1.000 Km, São Paulo 1.703 Km e para Capital Federal, de 1.992 Km.
EDUCAÇÃO
No município de Camacan, a Educação é efetuada do pré Escolar ao Ensino Fundamental e Ensino médio, nas redes Municipal, Estadual e Particular. Camacan conta um Colégio Municipal com Ensino Fundamental de 1ª a 8ª série, escolas estaduais de Ensino Fundamental e Ensino Médio. No município temos ainda 26 escolas, na zona rural Nos distritos temos: G. E. Boaventura Ribeiro (Leoventura); G. E. Rui Barbosa (Jacareci); G. E. Clériston Andrade (de 1o a 8o séries) e G. E. Aida Nô da Silva (São João do Panelinha). Conta com 07 creches para atender crianças na faixa dos 02 aos 04 anos de idade, residentes na sede e distritos, onde recebem alimentação, assistência médica e atividades lúdicas e orientação educacional dentro dos parâmetros da Educação Infantil. O município conta com 5.898 alunos matriculados no Ensino Fundamental das escolas públicas municipais de acordo com o censo escolar 2007. E 624 nas classes de Alfabetização, 46 nas de prontidão e 601 nas Creches (turmas de Maternal e Infantil I e II). Nas escolas das redes estadual e particular, de acordo com o IBGE de 2006 os dados são os seguintes: Ensino fundamental, 1.322 alunos matriculados nas escolas da rede estadual e 437 na particular. Ensino médio estadual, 1.316 matriculados e no Ensino médio da rede particular 14, E no Ensino pré-escolar da rede particular 471 alunos matriculados O Município conta ainda com três Faculdades de Educação a distância, particulares a saber: FTCead, Unifacs e EADcom, que junto com a UESC, está formando nossos jovens e capacitando nosso professores.
DIRIGENTES DE CAMACAN
O primeiro prefeito de Camacan foi o Sr. Boaventura Ribeiro de Moura, que governou de 1961 até setembro de 1966. Foi sucedido por Anísio Vivas Mendes nomeado interventor pelo presidente Humberto de Alencar Castelo Branco. Em 1967, passou o poder para o Sr. Eutácio Carlos de Araújo eleito em 15 de novembro de 1966. Em maio de 1970, assume o cargo de prefeito interino, Dr.Antônio Osvaldo Valverde (Presidente da Câmara). Em 2 de junho deste mesmo ano, assume o Dr. Diogo Lopes dos Anjos, que ficou no poder até dezembro, sendo seu sucessor Dr. Flaviano de Jesus filho, que governou durante dois anos. Depois a prefeitura foi administrada pelo Padre Auxêncio Costa Alves, que tomou posse no dia 1o de fevereiro de 1973. Em 15 de novembro de 1976, foi eleito o Sr. Luciano José de Santana, que administrou até o início de 1983. Em 15 de novembro de 1982, o Sr. Anísio Sabino Loureiro Filho foi eleito prefeito. Em 1986, retorna o Sr. Luciano José de Santana eleito em 15 de novembro do mesmo ano, ficando no cargo por seis anos. Em 1992, o povo elege o Sr. Anísio Sabino Loureiro Filho, que administra a prefeitura por dois anos tendo que se ausentar do cargo por motivos de saúde. Assume o Vice-prefeito Dr. Jaquisson de Deus Guimarães que governa interinamente por sete meses. Com o falecimento do prefeito titular, o Sr. Anísio Sabino Loureiro Filho, em janeiro de 1996, o Vice-prefeito Dr. Jaquisson de Deus Guimarães, renuncia ao cargo para disputar a eleição majoritárias do mesmo ano. Com isso assume a prefeitura o presidente da Câmara o Sr. Manoel Messias André da Rocha. No mesmo ano nas eleições majoritárias para prefeito, se consagra vitoriosa e de maneira histórica a Srª. Débora Carvalho Borges Santos, liderando a coligação: “A vontade do povo” e tornado-se assim a primeira mulher a governar o município de Camacan. A prefeita Débora Carvalho Borges Santos foi sucedida pelo Sr Erivaldo Nunes que governou por quatro anos, sendo sucedido pela Srª Débora Carvalho Borges Santos, atual prefeita. Nesta mesma eleição foram eleitos os seguintes vereadores, Carlos Alberto dos Santos (1o Secretário) Déclinton Antônio de Deus Santos João Oliveira Lachert Josué Alves Batista (Presidente) Luiz Eduardo Malta da Silva Nilton Farias Chaves (Vice-presidente) Oziel Rodrigues da Cruz Bastos (2o Secretario) Ronald José Pereira Lima Rubem Moreira Santos
PODER LEGISLATIVO
O poder legislativo é exercido por 9 (nove) vereadores, em conformidade com as normas constitucionais, tendo como base a sua população. A administração da Câmara Municipal é exercida por uma mesa Diretora, composta dos seguintes membros: 1 - Presidente;
2 - Vice-presidente;
3 - 1o Secretário;
4 - 2o Secretario;
A Câmara Municipal tem assessoria nas áreas: Jurídica e Contábil. É ainda auxiliada por 07(sete) funcionários nas áreas: 1 - Legislativa
2 - Administrativa-financeira
3 - Serviços gerais
ESTRUTURA ADMINISTRATIVA
O sistema administrativo do município de Camacan é constituído dos seguintes órgãos subordinados ao prefeito; conforme lei no 384/96: Órgãos de Assessoramento da Prefeita: Gabinete da Prefeita;
Procuradoria Geral do Município;
Coordenadoria de Controle e Orçamento
Secretaria Municipal de Administração;
Secretaria Municipal de Finanças;
Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Econômico;
Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes;
Secretaria Municipal de Saúde e Bem Estar Social;
Secretaria Municipal de Viação e obras e Serviços Públicos;
- Administração de Jacareci;
– Administração de Leoventura
– Administração do Novo Itamarati
– Administração de São João do Panelinha
Composição da Administração do Município de Camacan
A Estrutura Legal 
do Município é regida pela Lei Orgânica Municipal.
Prefeita – Débora Carvalho Borges Santos
Vice-Prefeito – Arismal Alencar dos Santos
Secretário de Administração – Carlos Alberto Batista da Silva
Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Econômico – Jeandro Laythyner Ribeiro
Secretária Municipal de Finanças – Maria Cilene de Santana
Secretária de Educação, Cultura e Esporte – Eliecy Nô da Silva Rosa
Secretário Mun. de Saúde – João Santana de Oliveira
Secretário Mun. de Obras Viação e Serv. Públicos – Jasilton de Jesus Leite
Secretária Mun. de Assist. e Bem Estar Social – Josefa Rodrigues dos Santos
Procuradora Geral do Município – Luciene Brandão Costa
AUTORIDADES CONSTITUÍDAS
Juízes e Promotores: Vara crime – Dra. Lizianni de Cerqueira Monteiro
Vara civil – Dra. Maria Helena Peixoto Mega
Vara Trabalho – Haroldo Mendes Barbosa
1ª Promotora Pública – Dra. Cleide Ramos
2 ª Promotora Pública – Dra. Milena Rocha
Polícia Militar e Civil
62ª Companhia de Policia Militar: Major José Silvério de Almeida Neto
Delegacia Circunscricional de Policia Civil em Camacan: Delegado Jackson da Silva
ASPECTOS CULTURAL ESPORTIVO E SOCIAL
O município possui uma Biblioteca Pública, um clube social particular, associações diversas, um clube de serviço: o Lions Clube de Camacan, uma Loja Maçônica e uma RPPN, a Reserva da Serra Bonita. Sob o incentivo e fomento da Prefeitura Municipal, através de sua Diretoria de Cultura, vários grupos de teatro foram formados a partir de cursos de artes cênicas promovidos com a parceria do Governo do Estado. No esporte, contamos na sede com ginásio com capacidade para 3.000 pessoas, quadras de esportes e vários campos de futebol distribuídos pela sede e municípios. E como destaque, o Estádio Ribeirão, que possui um dos melhores gramados do Estado. O município conta também com academias de ginástica, dança e capoeira. Na área musical, além de Escolas de Música que iniciam crianças jovens e adultos nos acordes dos teclados e violões, contamos com seresteiros, cantores e também com várias bandas, que se destacam inclusive fora do Município.
FONTES
IBGE
Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes de Camacan
Secretaria Municipal de Saúde de Camacan
Câmara de Vereadores
Monografia - Cidade do Cacau I - Camacan
Comissão Executiva de Plano da Lavoura Cacaueira – CEPLAC - Ilhéus - Ba. 1979.
Folhetos Informativos Diversos
Elaboração e atualização: Equipe do Secope sob a coordenação da Profª Hilma Becker
 

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