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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Municípios baianos driblam a crise para fazer o São João



A menos de um mês do São João, o interior baiano vive realidades diferentes. Várias cidades ainda não têm definido se o festejo vai acontecer. Outras cancelaram o arrasta-pé, mas pelo menos 12 cidades que mantêm a tradição optaram por realizá-lo, mesmo com dificuldades relacionadas ao clima e à crise econômica. Para viabilizar a festa, prefeitos reduziram a programação e cortaram custos. No Recôncavo, apesar da chuva que atingiu a região, só Santo Amaro cancelou a festa. Cachoeira, Cruz das Almas, Amargosa e Santo Antônio de Jesus já confirmaram. Apesar de dificuldades financeiras, o São João de Senhor do Bonfim está mantido. Prefeito da cidade, Edvaldo Correia (PTN) diz que a principal arrecadação vem do Fundo de Participação dos Municípios e que a receita não acompanha o crescimento da região: "Tem que fazer sacrifício para manter a festa. Há promessas de patrocínio, mas até as cervejarias têm se escusado". Em 2014, a dupla César Menotti & Fabiano e Pablo tocaram por lá. Este ano, a prefeitura focará em atrações de forró. "Nossa festa é tradicional e a proposta é fazer boa, com custo menor. Além disso, o Ministério Público também recomendou que os gastos fossem reduzidos", acrescentou, em nota, a assessoria da prefeitura, que pretende gastar de R$ 850 mil a R$ 1 milhão. Em Santo Antônio de Jesus, a prefeitura deve gastar mais de meio milhão de reais com a contratação de cinco das 40 atrações. Só os cachês das bandas de pagode Sorriso Maroto e Raça Negra somam R$ 348 mil dos R$ 638 mil já investidos. *Informações do A Tarde.

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