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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Para estrangeiros, imprensa exagera falar de problemas do Brasil

A imagem do Brasil pintada pela imprensa internacional antes da Copa do Mundo era muito pior do que a realidade. Essa é a opinião de jornalistas que estão acompanhando o torneio em Salvador e foram trazidos numa rápida excursão a Porto Seguro pela Bahiatursa, Secretaria de Comunicação do Estado e Secretaria Estadual para Assuntos da Copa (Secopa). "Até agora tem sido uma surpresa agradável para mim", disse o inglês Simon Hart, do jornal The Independent, que ficou hospedado nos dias 18 e 19/06 no Porto Seguro Praia Resort, com 13 colegas do Brasil e do exterior.
A excursão é parte do trabalho de divulgação da Bahia feito pelo governo da Bahia com jornalistas credenciados no Centro Aberto de Mídia (CAM) em Salvador.  Profissionais de imprensa já fizeram visitas a pontos históricos de Salvador, como o Pelourinho, e vieram a Porto Seguro para conhecer a cidade e acompanhar as atividades das duas seleções que usam a região como base, Alemanha e Suíça.
Simon foi com os demais a entrevistas coletivas de jogadores suíços e alemães, mas gostou também de conhecer a Passarela do Álcool, que achou "adorável". "Parece as vilas de pescadores da Espanha e Portugal, é realmente pitoresca", disse. "Vindo de Salvador, Porto Seguro é tão relaxante que eu poderia facilmente ficar mais uns dias", revela.
A questão da diferença entre as previsões sombrias da imprensa e a realidade do Mundial virou manchete do jornal do russo Alexander Prosvetov. Com o título "O que o Brasil pode nos ensinar?", o texto diz que a mídia internacional exagera nos problemas, como aconteceu na Rússia antes dos Jogos de Inverno de Sochi, este ano. "Meu jornal cita, entre outras coisas, a disparidade entre ricos e pobres: ela existe, mas isso não impede as pessoas de serem felizes e prestativas."
Os alertas sobre criminalidade não incomodam Alexander. "Aqui é bem melhor do que na África do Sul, porque você pode ir para a rua trabalhar. Em Johanesburgo era impossível circular."
Os países podem estar em pé de guerra, mas o russo teve como interlocutor frequente na viagem o ucraniano Viktor Sokolov. "Nós somos pessoas comuns, a guerra é coisa de oligarquias", disse Viktor. Ele contou ter adorado Salvador, com os torcedores dançando nas ruas, e diz ter ficado impressionado com Porto Seguro. "É uma cidade linda e tranquila, com praias fantásticas e muito sol", disse. "Hoje de manhã tomei um banho de mar e água estava numa temperatura incomum, de 25 graus. Para nós, isso é como leite quente."

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