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domingo, 29 de junho de 2014

Energia pode levar a 'estouro' do IPCA

Se a Eletropaulo obtiver o reajuste tarifário de 16,69% que pediu, a inflação vai bater o teto da meta de 6,5%, segundo economistas consultados pelo 'Broadcast', serviço de notícias em tempo real da 'Agência Estado' - o aumento da distribuidora de energia paulista valerá a partir de sexta-feira, mas ainda precisa ser definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Pouco mais de um ano após a redução de 20% na conta de luz, uma das principais bandeiras políticas do governo Dilma Rousseff, a magnitude dos aumentos concedidos para as distribuidoras nos últimos meses surpreendeu até mesmo analistas que acompanham o tema de forma constante. De acordo com o economista Étore Sanchez, da consultoria LCA, a alta nas tarifas da distribuidora paranaense Copel foi a causa da revisão das projeções da consultoria para o IPCA, o índice oficial de inflação. A empresa havia pedido um aumento de 32,4% em suas tarifas, mas a Aneel autorizou um índice ainda maior, de 35,05%. A previsão da LCA para a Copel era de 16%. Depois disso, a projeção da LCA para a Eletropaulo, que era de um reajuste de 9%, também subiu, para 15%. Se esse índice for concedido, o IPCA deve atingir 6,5% no ano, o teto da meta estipulada pelo governo. "Não haverá mais espaço para a inflação até o fim do ano. Isso é um risco, porque os choques inflacionários são exógenos e imprevisíveis", disse Sanchez. 

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